TRÊS POEMAS
de CHICO DOIDO DE CAICÓ (RN)
Aquela dona é um bocado danada
Dizia que era donzela e coisa e tal
E que seus buracos eram sagrados
Segredos muito bem guardados.
Pois não é que soube pela Joaninha
Colega de uma vizinha minha
Que aquele puro manjar de umbu
Deu o anel-de-couro para toda Jucurutu?
Champrar e ser champrado
Foi o que aconteceu
Eu entrei prum dentro dela
Ela entrou prum dentro deu
E depois de hora inteira
Eu não sei se eu era ela
Ou se ela era eu
Assim dizia Zé Limeira
Poeta bom da porra
Que foi morar em Sapé
Só pra ver Jesus Cristo
Casado com a Princesa Isabé.
E viva o Novo Testamento
Pai de tudo que é jumento.
Pretinha, pretinha, minha doce Rosinha,
Quando comerei a tua quente goiabinha?
Comerei hoje, comerei ontem, comerei amanhã?
Ou só a comerei nas águas noturnas do Acauã?
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